19 de mar de 2008

MINHA QUERIDA COSTUREIRINHA

FOTO: J.Machado - Carretéis - 2008

Ai minha costureirinha, como lutei por ti.
Todos os dias uma surpresa depois das perguntas de sempre.
Seu carinho, sua voz e seu jeito doce.
Tão forte em tão frágil e pequenino corpo.
...
E como lhe queria bem.
Adorava seu raro sorriso e seu jeito austero.
Seus surdos balbucios, mulher de poucas palavras.
E como sonhei insonemente em dar-lhe melhores dias.
...
E como intercedi por ti.
E como implorei, sofria contigo, com suas chagas.
Ai minha doce mulher, por ti tanto me inquietei.
E que ousadia minha lhe chamar de minha.
...
Mas era minha.
A mais querida, a preferida.
A que me ouvia apesar de minha pouca importância.
Mas só pra ti, eu me sentia o maior de todos.
...
Agora foste pra longe dos meus olhos.
Levada por um pássaro com asas de luz.
Costuras agora o véu da alma no manto do infinito.
E saudoso agora estou da minha querida costureirinha.

Homenagem à minha costureirinha!

2 comentários:

  1. Juca,

    É mesmo um poema bonito e triste que fizeste a tua costureirinha que partiu.

    Onde quer que ela esteja agora, sorri pelo teu poema, e tua saudade...

    Pena que as pessoas que tanto gostamos partam para longe, mas é assim a vida, não é?

    Beijos e um feliz feriado de Páscoa para ti!
    Carol

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  2. Não deixe a cicatriz da saudade, da dor, da perda, bordar teu peito, amigo.

    A costureirinha não gostaria de ver esta marca estampada em teu peito, aposto.

    Fique bem.

    Abs,
    Daniel

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